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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Há muito, muito tempo era eu uma criança


Há coisas lixadas. Há coisas mesmo lixadas! E há coisas que só são lixadas na altura e que depois até nos passam. Aqui vai:
Eu fui uma pessoa extremamente amada. Eu fui filha única durante muito tempo, tive um irmão lindo quando eu já sabia dar amor, e posso dizer que a minha mummy me deu a pessoa mais importante da minha vida! Eu fui uma neta educada, uma filha bem comportada, consciente, uma namorada que se respeita e uma colega que se ouve. Basicamente eu era uma adolescente velhíssima! Eu sou o meio termo entre o espontâneo e o consciente. Não demasiada espontânea para deitar tudo a perder nem demasiado consciente para não ter vivido o que devia. Vá lá, sou conforme a lua dá! E hoje numa conversa com a minha mãe ela fez me lembrar que eu ajo de uma forma especial. Sou do género que se ama ou que se odeia, mas que se respeita sempre!

Há muito tempo eu tive um namorado durante muito tempo. Um namorado bonito e que me conhecia bem, um namorado que me tratava bem, um namorado que sabia o que dizer na hora certa. E houve um dia em que o namorado foi para a faculdade (isto vem a propósito de eu ter 18 anos na altura e o blog ser depois do dezoito). E o namorado achou que a faculdade e a maioridade eram fantásticas, e como todos os recém-adultos teve a fase da faculdade. E eu como adolescente velha e consciente não gostei. Não aprovei. Não respeitei. Nunca proibi porque não acredito que tivesse esse direito mas deixei sempre claro que não gostava. 
Entretanto existe uma mentira que eu perdoei. E o facto de eu ter perdoado a mentira deu-lhe força e certeza que eu estaria sempre lá no matter what. Existiu um ultimato do género 'ou eu posso sair quando me apetecer e tu ficas de bico calado ou ficamos por aqui' (não assim, foi dito de uma maneira extremamente respeitosa, foi uma conversa com pés e cabeça, mas resume-se de uma forma nua e crua a isto). Sendo eu a cabra que sou, chorei muito mas muito, não por não saber o que fazer, mas por saber que a partir do momento que alguém me fizesse um ultimato a coisa ficaria por ali. E ficou. E houve arrependimentos e da outra parte houve certezas. E afinal o ultimato já não era o que pareceu, era só uma forma de me 'dobrar', de eu não ser a mulher de ferro que de verdade sou. Eu fui a primeira a chorar, mas lá chegou a vez dele quando a coisa ficou seriamente por ali, sem chance de voltar atrás, sem sentimentos confusos. Eu sabia que era a única coisa que eu podia ter feito para poder dormir todos os dias à noite.
A minha decisão, porque afinal de tudo parecia que a decisão de acabar tinha sido minha, gerou confusão nos cerebrozinhos pequeninos das pessoas. Aquela fulana, que durante 5 anos namorou com o fulano, que durante a sua inteira adolescência esteve com o mesmo namorado, afinal acabou com ele?!
Sim, isso gera barafunda e confusão. Porque as pessoas tem que seguir um protocolo na vida e quem não o faz é uma batata podre. E o que eu fiz não estava no protocolo, mas o que ele fez decerto tanta gente já o fez e não ficou tão mal como eu tinha obrigado a que fizesse. Resumo: eu era uma batata podre. O namorado, nesta parte da história já chamado ex-namorado, era bonito, bem parecido, elegante, sabia vestir, tinha dinheiro, tinha bens, era o social e o fixe, era inteligente (se bem que o inteligente era a única coisa que eu lhe ganhava, mas ele continuava a ser inteligente). Eu sou a bonita e a atinadinha. 'Tão a ver a diferença? E depois sou eu que lhe dou com os pés?!?!?!? Mas que raio de fulana que está numa posição tão minoritária face a um partido daqueles se dá ao luxo de poder ser a que dá com os pés? Ele podia ter quem quisesse e ela é a tal coitadinha que até teve sorte de ele a escolher. Ma friends, só é respeitado quem se respeita e eu faço-o muito. Não me ponho num pedestal mas respeito-me! E não há adjectivo nenhum que me faça crer que alguém me pode deixar de respeitar e vir para aí fazer ultimatos. 
Com o passar dos dias aparecem arrependimentos, aparecem mágoas e aparece um rapaz, normal, sem aqueles todos adjectivos. Normal. Era só isso. Um rapaz N O R M A L- normal! Não era aquele grande partido, era um rapaz normal. Que conquista o coração da fulaninha que não tinha noção do que estava a perder. Existe um rapaz que tem lata para meter conversa com a fulaninha e que com o desenrolar das coisas tem um milhão de adjectivos que não coincidem com nenhum dos do ex-namorado, mas que a fulaninha descobre que gosta mais. Sendo eu a cabra que sou, desconfiei. Ninguém é assim boa pessoa. Vamos a descobrir os defeitos, e de verdade que jurava que ia encontrar o defeito de 'faço-me de bom da fita quando te estou a engatar e depois tiro a máscara'. Eu descobri-lhe muitos defeitos e as virtudes boas continuavam lá. E havia respeito. Nunca houve pressões, nunca houve complicações. Houve descoberta, interesse, amizade e houve amor. E nunca, mesmo depois do amor deixou de haver respeito. E mesmo quando já se sabia que o amor era certo nunca pisou o risco, nunca pressionou nada. E essa liberdade deixou-me presa. Eu fiquei encantada. Eu deixei um homem que no protocolo é catalogado de IDEAL por um homem que segundo um protocolo é NORMAL. Traduzindo, para mim o homem que para qualquer um seria NORMAL, para mim foi ESPECIAL. Não me arrependo um único dia da escolha que fiz, não me arrependo do amor que senti, não me arrependo da brevidade com que senti esse amor. Não sinto culpa por ter deixado um namorado de cinco anos que era supostamente perfeito por outro tão normal em tão pouco tempo. Eu hoje continuo com o homem que me conquistou, já lá vão três anos, e agradeço, do fundo do coração, ao homem que me fez um ultimato, por tê-lo feito. Agradeço à minha mãe, por me ter feito esta mulher que prefere ficar para tia do que ser subjugada. Agradeço ao destino por ter colocado este homem tão bom no meu caminho. Ele tem defeitos e virtudes. Defeitos e virtudes que eu aprecio. Só isso. Eu fui julgada no início, mas com o passar do tempo e com toda a gente a ver o tipo de relação que eu tenho agora, a minha decisão passou a ser respeitada. Tinha que ser desta forma! Eu espero que o meu ex-namorado seja muito feliz, de verdade que sim, foi uma pessoa muito importante para mim, com quem estive muitos anos. Mas a felicidade não seria eu e ele. A minha verdadeira felicidade está comigo agora e eu não a podia ter deixado escapar. Às vezes seguir o protocolo não é tudo. Pode-se quebrar o protocolo e não ser respeitada a curto prazo, mas tenho para comigo que se a decisão for tomada com muita introspecção e com a certeza de que é acertada mais tarde a aprovação virá. Há coisas lixadas. Há coisas mesmo lixadas! E há coisas que só são lixadas na altura e que depois até nos passam. Love can change. And love will certainly change you.

sábado, 10 de setembro de 2011

When life gives you lemons






Por muito incrível que pareça, eu comi limões 3 anos. E ao fim de três ano aprendi a fazer limonada. No início eles até vieram disfarçados. Com bom aspecto. No início até parecia que ia ser fácil comer aqueles limões por um tempo indeterminado. O pior é que o estômago não aguenta sempre e algum dia tem que se mudar. Pois foi, após três anos eu espero que tenha aprendido que ter comido os limões não resolveu nada. Ao fim de um tempo estava habituada às coisas azedas da vida. Habituada mas não feliz. Ainda não sei se as minhas decisões foram demasiado bruscas, se resolvem o problema ou sequer se me deixam feliz. Mas ainda assim não custa trocar limões por limonada. Eu gostava mais de coca-cola mas tem que se aproveitar o que a vida dá. Estou a tentar mudar. Estou a tentar tornar as coisas mais fáceis. Não me acredito muito nisso. Não gosto do desconhecido e não gosto de andar em território armadilhado.




Já aproveitei o tempo que tenho estado em casa. Já fiz obras na loja da minha mãe. Já trabalhei imenso. Já lhe tirei muito peso das costas e já fiz com que ela recebesse elogios durante uma semana (e isso fez-lhe tão bem). Já emagreci quatro quilos e fiz com que a minha mãe emagrecesse 10 (gosto que ela saiba que consegue fazer mais e melhor). E a minha memória a curto prazo não tem dado parte fraca. Até agora o resultado foi bom. Coisas que existiam só como uma ideia para um dia mais tarde já aconteceram. Mesmo depois de todas as coisas que fiz levei com um «tirar um curso para quê? Depois fica-se aí encostada como tu». Levar com uma puta cliente a chamar-me encostada já em Setembro (e só acabei no fim de Julho) não é propriamente agradável. Desnecessário será dizer que me apetecia chamar-lhe todos os nomes feios mas consegui conter-me. Acho que estou mais relaxada, mais leve mas ainda assim insegura. Acho que a decisão que tomei tinha que ser tomada para me tirar macaquinhos da cabeça. Já estava farta de imaginar como seria, assim tiro as teimas. Não sei como vai ser, ainda agora começou e já estou ansiosa que acabe. Acho que vou crescer para os lados como pessoa. Espero no próximo setembro orgulhar-me de ter tido tomates coragem para ter feito ouvidos moucos ao que toda a gente aconselhava. A ver vamos

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Um daqueles dias em que só apetece fugir



Há dias que parecem demasiado curtos. Outros parecem demasiado longos. Há dias em que me fazes muita falta e outros em que até passo bem sem ti. Ultimamente os dias têm sido curtos, tu tens-me feito muita falta! E tenho me arrependido profundamente que te tenha conhecido numa fase esquisita da minha vida, e arrependo-me de gostar tanto de ti porque depois existe esta coisa da distância e quase que dói. A minha mãe não me tem deixado respirar (sim, porque isso acontece ainda que se tenha 21 anos) e tu eras sempre a desculpa para eu poder fugir. Não eras a desculpa. Eras mais do que isso! Eras a minha paz de espírito e poder encostar-me a ti e enroscar-me em ti fazia com que o mundo parasse, por muito piroso que isto pareça é exactamente como eu me sentia. A propósito, o bom de estar contigo é que as coisas pirosas fazem sentido. Estou a ficar sem tempo para os meus vícios e para os meus joguinhos parvos na PlayStation. Não gosto de me sentir a mulher dos sete ofícios. Não gosto de andar com voltade de dormir. Não gosto que tenha trocado os meus passatempos por dormir, porque dormir esteve sempre em segundo plano. Não gosto que as minhas sapatilhas desportivas estejam conservadas durante muito tempo. Não gosto dos horários para levantar, comer e para a ginástica. Não gosto de rotinas. Nunca gostei. Gosto de me poder sentir livre e hoje não me sinto livre. Quando tu vais embora as coisas ficam mais pesadas. Ambos sabemos que eu livre livre nunca sou porque não consigo ser uma pessoa zen e ando sempre atulhada de trabalho. Mas quando o trabalho é o meu trabalho sou eu quem dita as regras. Quando o trabalho se torna ajudar outras pessoas eu tenho que alinhar e seguir instruçoes. Não é que eu me importe de seguir instruções, porque até nem me importo. Só peço é para ser eu a decidir quando as faço. Dêem-me prazos e eu cumpo-os, mas não me façam os meus horários. Eu nunca me meti no indoor cycling porque tinha horários. E preferia mil vezes fazer indoor cycling do que dormir!!


Um dia e depois outro e sempre a ouvir: porque é que fazes isto primeiro? Devias era fazer aquilo e depois isto! Porque é que estás a comer agora pão e depois só comes uma sopa? Não era melhor fazeres um refeição em condições? A resposta é: Porque eu sou desregulada E GOSTO! Faço exactamente o mesmo que toda a gente (ás vezes até faço mais) mas de forma diferente! Diferente não significa pior! Diferente é só diferente! Começo a achar que um dia vou ser uma má trabalhadora/empregada....


Preciso de tempo para me desorganizar de novo. Esta vida organizada dá cabo de mim!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

So sick




Acho que estamos todos de acordo com «A pressa é inimiga de perfeição». Eu sou daquelas pessoas burras como uma porta que quer fazer tudo em pouco tempo e que, o que me faz ser mais burra, não sei dizer que não a ninguém. Lá vêm com o choradinho "podes fazer me isto, podes, podes?" com aqueles olhos espelhados de criancinha a olhar para a boneca da montra e a resposta obvia seria: «Não consegues perceber que não?». Mas não. Feita estupida, a menina que acha que pode salvar o mundo uma pessoa de cada vez diz sempre: «vou ver se arranjo tempo». E não se esquece de arranjar esse tempo. E deixa coisas para trás... O que significa dormir menos, ter as olheiras mais pronunciadas e as minhas coisas importantes sempre feitas à pressa. Mas isso não importa nada, porque ver um cisco no olho dos outros é fácil. E quando chega a altura de dizer: porque é que não fazes isto, ou aquilo, hoje dormiste até muito tarde, agora deixaste de fazer desporto porquê, nunca vais tomar café connosco.... A SERIOOO??? Ainda ninguém percebeu que a perfeição não existe??

Às vezes também fico cansada como toda a gente! ok? E também preciso de respirar!

sábado, 9 de abril de 2011

Que se foda!




Isso mesmo! Que se foda! Que se fodam as putas das regras estúpidas que não servem para nada! Que se fodam os preconceitos. E também todas as horas que passamos a pensar "será que sou capaz?". E para quê esperar tanto tempo por coisas que sabemos que não vão acontecer. Porque esperamos demais! Porque perdemos tempo a pensar em fazer. As vidas mudam, fazemos coisas, escolhemos caminhos, perdemos pessoas e ganhamos outras tantas. Que se foda! Que se foda mesmo! Para quê ser coitadinha sempre? Metade do mundo precisa de dizer coisas e outra metade de esquecer o que os outros disseram. Então que se foda! Vamos ler o pequenas coisas secundárias e vamos mandar foder todos aqueles cabrões que nos querem fazer acreditar que a vida não pode ser cinema! Porque o que realmente importa são as tardes que transformamos num filme de pornografia barata, são aquelas merdas todas que me disseram que era suposto ser e mais qualquer coisa que não sei. O que realmente importa é o que ninguém pode saber! o que realmente importa.... sei lá o que realmente importa! É ler o livro preferido! É achar que alguém se importa com o que realmente importa! E dizer a toda a gente aquilo em que acreditamos é bom! É estupidamente bom ser amada! É bom rir com os amigos numa tarde de verão sentados no chão! É ver um filme à noite e sentir o corpo a arrepiar de medo, de emoção... É bom sentir o corpo arrepiar à noite de tesão. É bom dançar até de manhã! É bom fazer coisas proibidas... e que os outros não percebem... É bom correr na praia com os olhos fechados e ver quem cai na areia primeiro. Sem fazer batota. É bom chorar num concerto! Foda-se há tantas coisas boas que não precisamos de merda nenhuma que nos faça sentir vivos! É só deixarmo-nos levar.......





(A um grande blogger)