-Então é isso...
-Parece que sim...
E naquele momento estávamos os dois a precisar que não estivéssemos separados.
Eu cheguei-me para ti.
-Não há uma maneira fácil de fazer isto mas também não é fácil continuarmos assim - disseste-me.
Eu cheguei-me ainda mais para ti. Respirava intensamente. Sentia o cheiro da tua pele. E quando cheguei os meus lábios tu deste-me a face para eu beijar. Mas não importou porque eu beijei a face, e continuei aos poucos e poucos até chegar ao canto do lábio. E quando reparei já tinha a mão sobre o teu peito, e continuei. Tu puseste a tua mão sobre a minha e encostaste a tua testa à minha e agarraste-me. A tua mão de homem ocupava a minha face e apertaste-me como quem protege.
-Não faças isso.
-Quero-te.
-Não faças isso - disseste-o de uma forma pesada e de quem precisava do mesmo que eu.
-Só desta vez...
E quando já estávamos demasiado próximos tu acenaste com a cabeça que não. Eu pousei a cabeça no teu ombro, pus a mão na tua cara, como tu fizeste antes comigo. Tu beijaste-me o cabelo e o teu respirar era pesado. Eu saí do carro. Esperaste que eu entrasse. E quando bati a porta soube que ainda eras o homem por quem me apaixonei.


