quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
O que eu preciso nem sempre é o que eu quero
Não se trata de seguir o protocolo. Nada acerca disso. Trata-se sim de necessidades. Como seres humanos completos que somos e que tencionamos continuar. Somos incrivelmente estúpidos, irracionais, sentimentais e todas as merdas de sempre. Mas quando nos ouvem falar parecemos as pessoas mais fantásticas da terra! Eu sou impulsiva. Eu quero e faço. Eu levantei-me de manhã e deu-me um desejo súbito de fazer uma tatuagem. Fiz a tatuagem sem perguntar nada a ninguém nem tão-pouco comentar já com o propósito de ninguém me dissuadir. Posso me arrepender? Talvez! Mas um dia, quando for uma pessoa séria e arrependida da tatuagem vou ter marcado no corpo a pessoa impulsiva que algum dia fui. Se se me apagar da memória não se me vai apagar do corpo. E aposto que se a vida não me deixar demasiado danificada, magoada e (pior de tudo) séria, eu vou rir-me acerca de um dia ter decidido fazer uma tatuagem e tê-la efectivamente feito. A pessoa que eu tenho que ser já a sou, não há muito mais a construir... Podem existir umas arestas a serem limadas, que vão existir sempre ao longo da vida (ou então mais valia acabar com a brincadeira por aqui) mas a obra no seu todo está completa. Aos 17 tinha sido diferente, aos 18 também. Aos 17 eu falava como se fosse perfeita e aos 21 tenho um respeito pleno pelo errado. Esta é a fase mais proeminente da minha vida e que consigo classificar muito facilmente: A fase de experimentar o errado. Sou uma pessoa que consegue respeitar o errado. Sou uma pessoa que não aponta tanto o dedo. Gosto! Gosto de dar importância a coisas parvas e de tirar lições de coisas pequeninas. E de erros grandes também. Oh como eu já experimentei erros grandes e aprendi com isso. Gosto de sentir. Finalmente estou a dedicar-me só a isso. A Sentir! A viver. A ser emocional. Um dia vai ter que parar. Um dia vou ter que deixar de ser tão emocional acerca de tudo. Mas esse dia pode esperar porque isto é só uma fase e como todas as fases o fim é certo. Mas por agora vou vivê-la. Intensamente!
Se pudesse escolher entre acertar à primeira ou acertar depois de errar, eu certamente queria acertar à primeira.MAs nem sempre o que eu preciso é o que eu quero. E eu preciso de encontrar-me.
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